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Entrelinhas
Desde: 26/03/2009      Publicadas: 27      Atualização: 20/06/2009

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  14/04/2009
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O PODER DO LIVRO

"A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde." (André Maurois)

O PODER DO LIVRO
O ENTRELINHAS ouviu a opinião de algumas pessoas sobre a importância da leitura.
E mais do que isso, o que o livro representa em suas vidas.
Foram ouvidas cinco pessoas com idades e atividades profissionais diferentes.

Ana Flávia Ziroldi, 14 anos, é estudante e leitora desde os seis anos de idade.
Ana começou a se interessar por livros desde pequena. Quando criança sua mãe a levava à biblioteca e também pegava livros na escola. Já leu muitos livros, mas não tem idéia de quantos, lê ao menos um por semana.
No começo pegava os livros para ver as figuras, depois começou a ler livros maiores. Seus gêneros preferidos são romance, mistério e ficção.
Ana Flávia é cadastrada na biblioteca municipal de Maringá, onde tem acesso a um vasto acervo, mas também costuma comprar livros em sebos e livrarias.
Segundo Ana, "é interessante ler livros porque é uma forma de conhecer novas histórias, desenvolver a leitura e até se envolver nas histórias".
Ela disse que é muito importante ler desde cedo, "porque ajuda muito no desenvolvimnto pessoal".
Um dos presentes favoritos de Ana é ganhar livros, e também gosta de presentear com eles.
Lendo sentada num gramado próximo a estação Climatológica da UEM, Dyeinne Cristina Tomé, 28 anos, foi flagrada, em pleno sábado á tarde, e disse ser um hábito comum, "sempre venho aqui, é tranquilo".
Dyeinne é formada em Ciências Sociais e atualmente cursa Pegadogia na Universidade Estadual de Maringá e o interesse pela leitura começou cedo quando conheceu a série Vagalume.
Já no ensino médio o primeiro contato com a leitura foi por meio do livro "Iracema", de José de Alencar, que afirma não ter gostado, "achei muito difícil, mas apaixonei-me pela literatura brasileira e continuo lendo, lendo e lendo".
Dyeinne disse que não tem idéia de quantos livros já leu, "só sei que adoro. Adoro muito os livros. Prefiro ganhar livros do que flores".
Os livros são comprados em sebos e, afirma que não tem nenhum que seja o preferido, "tudo depende da época, do estado de espírito".
Tem vários livros em casa, não se desfaz de nehnum e considera o livro "um ótimo presente", concluiu.
O interesse da professora de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Maringá, Kerla Mattiello, 29 anos, por livros começou muito cedo.
Isso porque o pai era professor de Língua Portuguesa da rede pública de ensino e dividia com os filhos a leitura diária de diversos livros.
Kerla tem um acervo pessoal com aproximadamente 100 livros, mas não faz idéia de quantos livros já leu até hoje.
Pela diversidade de gêneros, Kerla acha que cada livro tem a sua importância e sempre acrescentará conhecimento a vida do leitor.
Mattiello garante que ler ajuda a construir algo de positivo, por isso continua adquirindo livros.
"Adoro ganhar e dar livros. É um ótimo presente" conclui.
A exigência escolar despertou em Roseni Gentilin Pintinha, 42 anos, coordenadora de projetos da ONG Sociedade Eticamente de Maringá, o interesse pela leitura e não parou mais.
Não tem números exatos de quantos livros já leu, mas afirma que passa 80 títulos.
O livro preferido de Roseni é o romance "A Insustentável Leveza do Ser", de 1984, escrito pelo checo Milan Kundera.
Pintinha prefere comprar os livros, apesar de caros. Evita os empréstimos por causa do prazo de devolução, muitas vezes insuficiente para curtir o livro.
Roseni garante que a leitura é extremamente importante porque proporciona conhecimento em muitas áreas e "permite o desenvolvimento de muitas habilidades com a palavra, a articulação, o vocabulário e conversar sobre diversos assuntos".
Roseni considera o livro um excelente presente. Já deu e recebeu livros. Mas faz um alerta " é importante saber qual o interesse da pessoa pela leitura e se ela se sentirá bem com aquele livro".
Entrelinhas ouviu também Nilson Fidélis, 62 anos, advogado e locutor da Rádio Universitária FM 106,9, de Maringá.
O interesse de Fidélis foi despertado ao encontrar um livro no lixo, quando tinha 13 anos.
O livro, sem capa e sem folha de rosto, era "Barro Branco", de José Mauro de Vasconcelos, escrito em 1945.
A vida humilde da família, não permitia a Fidélis frequência regular à escola. Cursava as séries um ano sim, outro não. Assim o acesso aos livros era muito restrito.
"Barro Branco" foi marcante em sua vida por ter sido o primeiro, tanto que adquiriu há pouco um exemplar num sebo e releu.
Mas o livro o preferido só foi lido recentemente.
Trata-se do romance "Anna Karenina", do escritor russo Leon Tolstoi.
Do primeiro achado até hoje, Fidélis não faz idéia de quantos livros já leu, mas foram muitos e já leu de tudo em pouco.
Até hoje compra livros e tem um acervo particular.
Vários foram comprados em sebos, outros trocados e até livros ganhos de colegas que não gostaram da leitura.
Para Fidélis a leitura é uma distração. Dá prazer e é uma forma de lazer. Além de "te levar a mundos diferentes e a conhecer idéias diferentes. Principalmente o mundo da ficção." Gênero que aprecia muito.
Fidélis, apesar de dar e receber livros de presente, pede cautela " o livro só se torna um bom presente quando você tem certeza que a pessoa para quem você vai doar, gosta de ler, do contrário ficará jogado em um canto"

Dica Entrelinhas:
Este ano acontece 14ª Bienal Internacional do Livro do Rio, entre 10 e 20 de setembro no Riocentro.
A bienal terá um espaço exclusivo para o público feminino, já que as mulheres lêem mais que os homens, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, publicada em 29 de maio de 2008, em Brasília.
Do total dos leitores, 55% são do sexo feminino, público maior em quase todos os gêneros da literatura.
Os homens lêem mais apenas sobre história, política e ciências sociais.

Curiosidade Entrelinhas:
A Bíblia é o livro mais lido pela população brasileira, 43 milhões de pessoas já a leram e 45% a lêem com freqüência.
O segundo colocado é o livro "O Sítio do Pica-pau Amarelo", de Monteiro Lobato, apontado como o escritor mais lido no Brasil.
A lista dos escritores brasileiros mais lidos inclui ainda, pela ordem, além de Lobato, Paulo Coelho, Jorge Amado e Machado de Assis.

" Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê"
(Monteiro Lobato)
  Autor:   Marcelo Henrique Galdioli e Adriana Bueno


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